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Nas últimas sexta-feiras Ruby Hale, interpretada pela Dove em Agents Of S.H.I.E.L.D, marcou sua presença em vários episódio seguidos, e um deles certamente é muito revelador contado a história de mãe e filha. Confira abaixo o resumo de tudo o que aconteceu nos episódios 15,16 e 17:

5×15: Rise And Shine

Logo de início vemos uma jovem Hale, ainda na academia de formação de agentes da Hydra, que futuramente seriam apontados para cargos no governo, forças armadas e a própria S.H.I.E.L.D. Como uma aluna dedicada e empenhada em sua carreira, Hale sonhava com a exploração, com a vida em outros planetas, mas por estar confinada a uma agência fascista, que jamais irá reconhecer a mulher como uma igual, ela termina relegada a única função aceitável dentro deste panorama: a ser uma incubadora para o futuro líder da Hydra. Ironicamente quem nasce é Ruby, uma menina, portando o ideal nazista de soberania em seu cabelo loiro e olhos claros. Contudo, assim como sua mãe, ser mulher dentro de um regime excludente é extremamente complicado. E a história inicial de ambas as personagens faz questão de lidar com esta abordagem, mostrando que nada daquilo realmente faz sentido, já que você terminará sendo excluído do grupo que jurou lealdade exatamente por não suprir os elementos tidos como exemplos de superioridade. Imaginem latino americanos se afiliando ao nazismo? Eles existem.

O episódio então faz questão de deixar bem claro que independente do juramento, da capacidade e também da subserviência a aquela bandeira, no final tudo poderá ser questionado, caso você não cumpra todos os requisitos. Esta é uma dura lição que Hale aprendeu após testemunhar o fim da Hydra, duas vezes. Uma quando a S.H.I.E.L.D. desmorona e com ela a própria Hydra, tendo seus segredos revelados pela Viúva Negra em Capitão América: Soldado Invernal. O outro ponto quando Gideon Mallick é capturado por Coulson e seu time, e morto por uma controlada Daisy Johnson, durante o terceiro ano da série. Hale e Ruby, as duas últimas integrantes da Hydra, enxergam em si mesmas o próprio futuro da humanidade, percebendo que bandeiras caem, o tempo todo.

Quem faz um brilhante elo entre a mentalidade da Hydra e a dura realidade é Coulson, que apesar de não confiar em Hale e sua filha, compreende que para proteger o mundo é necessário criar alianças pouco prováveis. Com um panorama interessante e trazendo de volta o Coronel Talbot, também temos um pouco da sensação de ‘matriz diferente, mas mesmo ideologia’. Talbot, assim como os antigos membros da Hydra, detém uma visão bem limitada e direta, totalmente apoiada no alicerce ideológico de homens e na imagem da bandeira. Para ele, assim como para Whitehall, é impossível separar a causa da filiação. Para Coulson e para Hale, personagens que estiveram nas margens de ambas as agências, essa separação é mandatória, mesmo que a confiança não exista.

Rise and Shine serve para nos oferecer uma visão maior a respeito do futuro do planeta e nos aproximar de Hale, que até então estava bem limitada em sua posição como vilã deste arco. Também foi uma ótima maneira de nos mostrar um relacionamento de mãe e filha menos complicado, mais próximo de uma relação amorosa, algo que existe mesmo para os vilões. Criar uma ligação entre essas duas personagens e nós, os telespectadores, é a característica mais marcante deste décimo quinto capítulo. Contudo, enquanto cria laços, a série também trata de rompê-los durante o caminho. Hale ainda é a mulher responsável pela tortura do Tabolt, um homem fragilizado, apenas para passar uma mensagem de ameaça. Ruby ainda é a garota que cortou os braços da Yo Yo, apenas para passar uma mensagem para Daisy e a S.H.I.E.L.D. Ambas são bem mais parecidas do que gostariam de admitir e essa riqueza de complexidade é sempre algo que impulsiona a série para picos de qualidade.

 5X16: Inside Voices

Repararam quantos personagens em Inside Voices têm algum tipo de problema mental? Temos Fitz que, agora, é uma amálgama do bom e velho Fitz com sua versão genocida do Framework, Robin que, bem, nem preciso explicar, Deke, que nunca foi um sujeito normal, General Hale, que é uma louca varrida com complexo de salvadora da Terra, Ruby, que é uma psicótica assassina beiçuda; Strucker, que é outro que nunca pareceu muito firme lá em cima, Talbot, que tomou uma bala na testa e, com o isolamento forçado por Hale, terminou de endoidecer e, agora, Creel que, absorvendo o gravitonium, passou a ouvir o Dr. Hall em sua cabeça. Sei que de bobo e de louco todo mundo tem um pouco, mas Agents of S.H.I.E.L.D.

Mas essa loucura toda faz parte do processo. Afinal, ninguém é super-vilão ou até mesmo super-herói, sobrevive o Framework, viagem ao futuro e ao espaço, robôs ensandecidos e coisas do gênero sem ocasionalmente fritar o cérebro. Inside Voices é quase uma celebração desse aspecto, sem realmente funcionar como um episódio que impulsione de verdade a narrativa. Tendo a insanidade como pano de fundo, o episódio lida, fundamentalmente, com a cisão dos dois lados dessa guerra que, se pararmos para pensar, nem é exatamente uma guerra, apenas duas visões opostas sobre um mesmo assunto.

No lado da Hydra, ou seja lá o nome da organização spin-off da Hydra comandada por Hale, vemos Ruby maquinando para evitar que seu prometido papel de Destruidora de Mundos lhe seja retirado por sua mãe, que, muito acertadamente, não confia em seu rebento para nada. Essa situação é agravada quando Hale usa Creel como cobaia com o gravitonium, em um experimento para que possamos ver flashes do Dr. Franklin Hall, lá do absurdamente longínquo terceiro episódio da primeira temporada da série e a confirmação de que ele ainda está lá dentro do poderoso metal, em mais uma pista de que é possível que ainda vejamos a versão UCM de Graviton, um poderoso, mas esquecido vilão da Marvel Comics.

É interessante ver como os showrunners fazem questão de usar cada detalhe desse passado remoto para criar conexões com o presente, colocando Creel semi-controlado pela substância, diretamente contra Coulson, em princípio o responsável pela absorção de Hall pelo metal. Diria, porém, que, exatamente por ser algo tão de “antigamente” na série, esse aspecto precisaria de mais desenvolvimento para realmente funcionar, pois, o que temos, não é muito mais do que o que a narrativa vem tentando nos empurrar sobre o papel desse metal na história macro da segunda parte desta temporada. Falta, porém, uma conexão viva e efetiva e não é um flashbackpara quatro anos atrás, com Raina traindo Ian Quinn e deixando o gravitonium absorvê-lo, no que parece ser, agora, uma mente coletiva insana, as tais “vozes interiores” do título, que vai fazer a ponte para o presente de maneira efetiva. Há necessidade de mais, de realmente mergulharmos nas motivações do Dr. Hall e dos demais lá dentro para que não fique parecendo, eventualmente, que tudo será explicado por intermédio do aparecimento aleatório de um novo super-vilão. O bom, porém, é que há tempo para isso, já que ainda faltam seis episódios para o grande final.

Ainda falando da Hydra, a fuga atabalhoada de Coulson e Talbot deixou a desejar. O único momento realmente inspirado foi Creel usando seus poderes para transformar-se em um desfibrilador para reviver – de novo! – Coulson. O restante foi a mais completa subutilização do Homem Absorvente que, certamente por economia com CGI, luta contra robôs com metralhadoras na base da pancada em sua forma normal, sem absorver os materiais resistentes que ele tem em abundância ao seu redor. Mesmo enfrentando Ruby em uma excelente coreografia, vale salientar, ele usa seu poder para transformar-se em madeira sendo que o combate se dá justamente na sala de ginástica do complexo de Hale.

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 5X17: The Honeymoon 

The Honeymoon é exatamente este tipo de capítulo. Centralizado em mostrar a divisão de ambos os grupos e o primeiro embate entre Daisy e Ruby, o décimo sétimo episódio da série procura, através de muita antecipação, movimentar suas peças e posicioná-las no gigante tabuleiro de xadrez que se tornou MAoS. E a série o fez com primazia.

Logo na abertura do episódio temos Coulson e Talbot, claramente andando em círculos, enquanto tentam se manter quentes. Nada é revelado a respeito do paradeiro dos dois e com uma montagem nada favorável Daisy chega para o resgate, bem no momento que Ruby se prepara para o golpe de misericórdia. É uma construção de cena bem confusa e com cortes abruptos, que deixam no ar algumas coisas, como a velocidade que o Zephyr pousou, sem ser percebido e quão rápida Daisy apareceu para o resgate. Mas deixando de lado o momento nada crível, foi graças ao salvamento que tivemos a primeira luta entre Daisy e Ruby, além da intromissão do Deke. A luta, na neve, é uma demonstração de força e habilidade. Só que Daisy tem uma vantagem que Ruby não tem, apesar de seu chakram de vibranium. Logo não é surpresa nenhuma vê-la sendo finalizada por uma onda sísmica, algo que deverá ser revertido quando, eventualmente, Ruby receber sua infusão de gravitonium.

Ruby é uma personagem bem complexa, com desejos bem humanos, características que sempre criam ótimos antagonistas. Apesar de estar longe de se tornar a melhor vilã da série, a sua presença consegue ser bem superior a alguns outros nomes de peso que tentaram deixar sua marca na mitologia do MCU (TV). Do relacionamento com a mãe a cena de explosão, até a tentativa de mostrar que é capaz, existe uma espécie de espelho que reflete e muito a trajetória da Skye/Daisy/Tremor. Sim, no meio do caminho existiu uma curva errada, afinal ela é um bebê de uma agência secreta nazista, mas a motivação e o desejo de pertencimento são similares aos que Skye demonstrou em sua carreira hacker no começo da série, lá em 2013.

Sua união com Werner é justificável exatamente por ele também operar como um filho que nunca atingiu as expectativas do pai, o Barão Von Strucker. Resta saber, porém, qual será o jogo final de Werner, já que seu desejo maior é o de parar de se lembrar de tudo, ao mesmo tempo. Talvez ele realmente acredite que Ruby será a responsável pelo fim do mundo, criando um evento apocalíptico grande o suficiente para acabar com sua dor. Ou será que ele quer a máquina para si mesmo? No final, porém, ambos desejam apenas se encaixar no molde de perfeição de seus pais.

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Todos os episódio estão sendo exibidos no Estados Unidos pelo Canal ABC, como citado acima, mas vocês já podem conferir todos os episódios legendado clicando aqui. Ou poderão esperar até a quinta temporada ser liberada na Netflix e exibida no Canal SONY aqui no Brasil.

 

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